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4 conselhos para lidar melhor com seu dinheiro (que você não aprende em livros de finanças)

Se você fizer uma breve busca no Google por Morgan Housel, facilmente encontrará links de artigos de sua autoria com dicas sobre como investir e como evitar perdas, ou ainda, como ser mais eficiente no mercado financeiro. Recentemente, um novo artigo intitulado The Psychology of Money’ (A Psicologia do Dinheiro) repercutiu bastante nas redes sociais, inclusive aqui no Brasil.

O artigo conta inicialmente a história de dois investidores que não se conheciam, mas cujos caminhos apontam para uma análise interessante sobre a importância do comportamento no universo financeiro.  

Grace Groner ficou órfã aos 12 anos de idade. Ela nunca se casou, nunca teve filhos e nunca dirigiu um carro. Viveu a maior parte de sua vida sozinha em uma casa de um quarto e trabalhou toda a sua carreira como secretária. Para todos os efeitos, viveu uma vida humilde e tranquila. Isso fez com que os US$ 7 milhões que ela deixou para caridade após sua morte em 2010, aos 100 anos, sejam ainda mais intrigantes.

Pessoas que a conheciam perguntaram: onde Grace conseguiu todo esse dinheiro? Mas não havia segredo. Não houve herança. Grace tirou economias humildes de um salário minguado e investiu por 80 anos no mercado de ações. Foi isso.

Semanas depois da morte de Grace, outra história chegou ao noticiário. Richard Fuscone, ex-vice-presidente da divisão para a América Latina da Merrill Lynch, declarou falência pessoal, lutando contra a execução hipotecária de duas casas, uma das quais tinha quase 20 mil metros quadrados e uma hipoteca de US$ 66.000 por mês. Educado em Harvard e na Universidade de Chicago, tornou-se tão bem-sucedido no mercado financeiro que se aposentou aos 40 anos para ‘buscar interesses pessoais e caridosos’. Porém, empréstimos pesados ​​e investimentos mal sucedidos o derrubaram.

O objetivo dessas histórias, segundo Housel, não é dizer que você deveria ser como Grace e evitar ser como Richard, mas sim para salientar que não há outro terreno onde o desfecho dessas histórias seja possível que não o mercado financeiro.

Para o autor, o único local onde o mais humilde pode realizar feitos maiores do que os mais bem providos de capacidade intelectual é o ambiente do mercado financeiro: “Nunca haverá uma história de Grace Groner realizando cirurgia cardíaca melhor do que um cardiologista treinado em Harvard. Ou ainda construindo um chip mais potente que os engenheiros da Apple. Impensável, mas essas histórias acontecem no mercado financeiro”.

[Para o especialista, isso se dá porque investir não é sobre estudar finanças. É sobre estudar como as pessoas se comportam com dinheiro.] “Você não pode resumir um comportamento com fórmulas para memorizar ou modelos de planilhas a serem seguidas. O comportamento é inato, varia de pessoa para pessoa, é difícil de medir, muda com o tempo e as pessoas tendem a negar sua existência, especialmente quando se descrevem”.

As trajetórias de Grace e Richard motivaram Morgan Housel a criar uma lista de 20 falhas, vieses e causas de mau comportamento que ele observa frequentemente quando as pessoas lidam com dinheiro. Sintetizamos 4 conselhos dados por ele logo mais abaixo. Confira:

1. Sorte/Azar: duas faces de uma mesma moedaNa vida, nem sempre a vitória é sinônimo de competência ou o fracasso quer dizer negligência. As nuances do mercado financeiro também vão além das perdas e ganhos e não será diferente com os seus investimentos. Em alguns momentos, as perdas não virão de erros seus e sim de falta de sorte, de circunstâncias e até de eventos incontroláveis e imprevisíveis. Por outro lado, o mesmo vale para a sorte, que pode estar ao seu lado trazendo ganhos adicionais. No ato de investir, os riscos devem ser calculados e os ganhos precisam ser bem administrados. [Não seria ótimo ter alguém para fazer isso por você?].

 

2. O valor financeiro nem sempre é o valor totalAlém dos custos financeiros, existem fatores implícitos nos investimentos que podem até superá-los em importância e intensidade, como tempo, esforço e desgaste emocional. Mas, às vezes, esse preço a se pagar pode ser bastante caro. Veja o exemplo de Warren Buffett, trazido pelo autor: Ele ganhou US$ 90 bilhões em investimentos, mas teve que se sacrificar passando 70 anos de sua vida lendo registros e documentos por 12 horas diárias. Em consequência disso, acabou por negligenciar o relacionamento com seus familiares. Os custos dessa atitude não foram monetários e também são bem difíceis de mensurar. [Mas não se preocupe, estamos aqui para que você não tenha esse “custo”!].

 

3. Evite interromper seus investimentos desnecessariamente As coisas mudam e é difícil tomar decisões de longo prazo quando a visão do que se almeja no futuro está tão sujeita a mudanças. Todo menino de cinco anos quer dirigir um trator quando crescer. Então, quando deixa de ser criança, percebe que dirigir um trator talvez não seja a melhor ideia. Aí, quando chega à adolescência, ele sonha em se tornar um advogado e então percebe que os advogados trabalham tanto que raramente vêem suas famílias. E quando chega aos 50 anos, ele percebe que deveria ter economizado mais dinheiro para a aposentadoria.

Moral da história: Nossa vida muda muito! Mas, como fazemos para não interromper um plano financeiro quando seus planos de vida mudam? É difícil, se você parar para pensar. Mas, parte da razão pela qual algumas pessoas como Grace Groner e Warren Buffett se tornaram tão bem sucedidas é que elas mantiveram seus investimentos por décadas a fio, independente dos rumos que suas vidas tomaram. [Mantenha o foco nos objetivos de seus investimentos!].

 

4. Consistência é a palavra-chave – Existem mais de 2 mil livros que tentam mostrar como Warren Buffett construiu sua fortuna, mas nenhum deles é chamado de “Esse cara tem investido consistentemente por três quartos de século”. Um bom investimento não significa apenas obter os retornos mais altos, até porque estes tendem a serem hits únicos, de curto prazo e podem envolver altos riscos. [A recorrência com disciplina tem um valor enorme no sucesso dos seus objetivos].

 

Lidar com sonhos e desejos é um desafio, mas estamos aqui justamente para trabalhar em prol de seus objetivos! Estamos preparados para monitorar os riscos e aproveitar todas as oportunidades, tomando as melhores decisões de investimentos. Com inteligência, disciplina e cuidado com o seu dinheiro, tiramos o fardo daqueles “custos” que vão além do financeiro e te ajudamos a ter planejamento e consistência.

 

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Para ler o artigo de Housel na íntegra, clique aqui

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